Canção do Cisne
É nestas manhãs frias do outono amarelado
que eu me sento em bancos de jardim
e não sei o que fazer com as mãos,
e não sei onde pôr os pés.
Em meus ombros pesa um suspiro enorme
do tamanho deste horizonte,
e não há mar que me separe da melancolia.
Quando vier o inverno saberei que é o tempo
que nos mata e o coração que nos mói,
porque não mais terei mãos para te estender.
Quais as palavras que me restam para te cantar?
Não mais terei mãos para te estender,
que por vezes, por vezes ainda me dóis.
José Maria Archer
18/xi/2008
que eu me sento em bancos de jardim
e não sei o que fazer com as mãos,
e não sei onde pôr os pés.
Em meus ombros pesa um suspiro enorme
do tamanho deste horizonte,
e não há mar que me separe da melancolia.
Quando vier o inverno saberei que é o tempo
que nos mata e o coração que nos mói,
porque não mais terei mãos para te estender.
Quais as palavras que me restam para te cantar?
Não mais terei mãos para te estender,
que por vezes, por vezes ainda me dóis.
José Maria Archer
18/xi/2008


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